segunda-feira, 4 de março de 2013

Benefícios da Dieta Mediterrânea!



A dieta do Mediterrâneo como o nome já diz, refere-se a um padrão dietético típico de países que cercam a região Mediterrânea- países do sul da Europa, norte da África e sudoeste da Ásia. Ela tem como características principais a alta proporção de frutas frescas (sendo, em geral, a base das sobremesas), vegetais, pães, cereais, batatas, nozes, leguminosas, sementes, o azeite de oliva (rico em ácido graxo monoinsaturado) como principal fonte de gordura e moderada proporção de alimentos como peixes, aves e os lácteos e derivados. As carnes vermelhas, alimentos ricos em ácido graxo saturado, compõem a dieta apenas algumas vezes ao mês e os ovos estão presentes numa quantidade de 3-4 unidades por semana. Essa dieta caracteriza-se também pelo consumo de vinho diário, junto às refeições, em baixas a moderadas quantidades. Esses alimentos são ricos em nutrientes importantes para o funcionamento do organismo, mas que normalmente não são consumidos em quantidade suficiente no Ocidente.
Outro benefício dessa dieta é a exclusão dos industrializados, aditivos químicos e outras substâncias prejudiciais à saúde (como o açúcar branco, por exemplo, já que o consumo de doce nessa dieta é muito baixo), comuns nos cardápios ocidentais, o que leva o organismo a encontrar o equilíbrio necessário para o emagrecimento e prevenção de doenças.
Recentemente foi feita uma nova descoberta, que pode ser uma aliada a mais aos portadores das doenças cardiovasculares. Estudo espanhol publicado na revista New England Journal of Medicine observaram que, os grupos que aderiram a dieta mediterrânea apresentaram uma redução de aproximadamente 30% no risco de desenvolvimento de eventos cardiovasculares, em comparação com o grupo controle.


Analisando os principais benefícios provenientes dos alimentos dessa dieta temos:
Frutas e hortaliças: por conterem grande quantidade de fibras e antioxidantes (como beta-caroteno, licopeno, vitaminas E e C) previnem o câncer.

Cereais (pães, arroz, massas - prefira os integrais, milho, aveia, etc ) : são essencialmente fornecedores de energia para o organismo; mas, se forem integrais, também contribuem com vitaminas do Complexo B, vitamina E, selênio e fibras.

Leguminosas (
feijão, lentilha, grão de bico, ervilha): são fonte de fibras e proteínas vegetais. As fibras combatem a constipação, evitam o câncer do cólon e reto (regiões do intestino grosso) e diminuem o nível do colesterol "ruim" (LDL) prevenindo o aparecimento das doenças cardiovasculares.

Oleaginosas (castanha do pará, castanha de caju, amendoim, nozes): por possuírem ácidos graxos mono e poliinsaturados, as oleaginosas reduzem a chance da pessoa desenvolver a hipercolesterolemia (colesterol alto no sangue).

Peixes: são ricos em ácidos graxos ômega - 3, dessa forma, atuam contra o aparecimento de uma variedade de doenças, incluindo hipertensão, aterosclerose, doenças do coração e câncer.

Laticínios (leite, iogurte, queijo): além de serem fonte de cálcio, contém lactobacilos (microorganismos vivos). O cálcio contribui para a prevenção da osteoporose e os lactobacilos beneficiam nossa flora intestinal, combatendo os microorganismos patogênicos que possam estar presentes nos intestinos.

Vinho tinto: por possuírem uma alta quantidade de flavonóides (antioxidantes), o vinho tinto evita a formação de placas de gorduras na parte interna dos vasos sanguíneos (ateromas), e por conseqüência, diminui o risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. De acordo com a cultura mediterrânea, o consumo do vinho tinto deve ocorrer durante as refeições, pois a presença de alimentos ameniza os efeitos tóxicos do álcool no organismo.

Azeite de oliva: é rico em fenóis (antioxidantes) e em ácido graxo monoinsaturado, sendo que o último atua no aumento da taxa do colesterol "bom" (HDL), favorecendo nosso coração. Segundo o costume do povo mediterrâneo, o ideal é consumi-lo diariamente, para temperar as saladas, regar um peixe ou carne que irá assar, fazer um arroz... Mas, não podemos esquecer que o azeite, assim como qualquer outra gordura, é calórico. Portanto, seu consumo não deve ser exagerado!


Fonte:
http://www.incor.usp.br/sites/webincor.15/docs/egressos-teses/2010/tese_thomazella_mcd_09abr10.pdf 



 

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